segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

O Naufrago

 

Uma caravela perdeu o controle quando foi

Surpreendida em alto mar por uma tempestade

Que a arremessou contra alguns rochedos

Inabaláveis tão forte quanto às pirâmides

Do Egito construídas por Quéops, Quéfren e

Miquerinos próximo a uma ilha desconhecida

Numa noite pra jamais ser esquecida.

 

Homens foram arremessados ao mar e

Engolidos pela fúria titânica e nem os

Botes salva vida foram poupados juntos

Com os que conseguiram neles subir.

 

Cadáveres boiando nas águas 

Em meio aos destroços do navio

Gritos de socorro eram abafados

Pelo barulho das ondas que o engoliram

Numa noite fria de tempestade em

Meio a raios e trovões inesquecíveis.

 

Mas um dos que lá estava conseguiu se

Salvar se atracando com força em um

Enorme barril que foi jogado pra fora do mar

Por ondas impetuosas que o agredia

Do mesmo jeito que Jonas também foi

Jogado só que pelo grande peixe que o engoliu

 

Cansado de ser sacolejado pra lá e pra

Cá de todas as formas e sentidos

O homem se arrastou pela areia da praia

Tão fragilizado que acabou dormindo.

 

A noite se recolheu e deu o seu lugar

Ao sol que logo anunciou um novo dia

E a tempestade se calou como se tivesse

Ouvido a voz de Jesus Cristo e a bonança

Se estabeleceu e o lugar se transformou

Num paraíso.

 

Quando o homem acordou viu em

Sua volta os corpos de alguns

Dos tripulantes do navio com

Fome e com sede e desanimado

Ele tinha na sua frente outro desafio

Uma floresta nociva e impenetrável

Nunca antes explorada com todos

Os seus perigos.



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