sábado, 7 de março de 2026

O Tamanduá e as Formigas

 

O formigueiro está sendo atacado de uma forma em que as formigas não podem revidar por um predador inconsciente sem percepção do mal que ele está causando a minúscula sociedade que é dividida em castas organizada em torno da sua rainha que passa a vida colocando ovos que darão origem aos seus novos súditos.  As operarias já não sabem o que fazer com essa situação porque são elas que cuidam da manutenção, da alimentação, da segurança, da construção do formigueiro, do cuidado da prole e da limpeza.

As formigas se defendem injetando acido fórmico no inimigo, mas como elas fariam isso com um predador que não se aproxima do formigueiro quando marca o seu território urinando a distancia em todas elas? O odor horrível tem descido pelas vias do formigueiro estragando toda a alimentação e matando as larvas.

Foi quando a rainha delas disse: Temos que sair daqui e construir outro formigueiro longe dessa onça porque ela marcou o seu território a partir do nosso formigueiro e desse jeito não vamos sobreviver com esse odor horrível e com a perda das larvas que seriam os novos súditos e sendo assim ele não crescerá e precisamos ter um exercito grande e forte para resistir às adversidades e enfrentar os adversários que por ventura queiram invadir o nosso território.

Vamos enviar um regimento com dez guerreiros da nossa segurança para procurar um local seguro para construirmos outro formigueiro o mais rápido possível. Mas lembrem-se! Disse a rainha: lá fora o nosso maior inimigo não é a onça essa nem sequer nos vê. O nosso maior problema é o tamanduá. Vocês vão ter que passar alguns dias no local que vocês acharem pra ver se ele é ideal para a construção do formigueiro e observar a regularidade que os tamanduás e outros predadores passam por lá e que tenha condições de evitar a entrada da água da chuva em excesso.

 Entenderam? Sim disseram eles. Após escolherem os dez guerreiros para a missão um dos escolhidos disse: Não quero ir! As operarias disseram: por que não? Porque eu prefiro enfrentar o tamanduá aqui no formigueiro do que lá fora. A rainha ouvido aquilo disse: você não tem escolha vai ter que ir ou então você vai morrer antes da noite de núpcias com uma das nossas rainhas até porque você vai morrer do mesmo jeito.

Então tu escolhes: morrer depois da noite de núpcias ou morrer antes dela? Enquanto eles conversavam sobre a missão foram interrompidos por uma operaria que disse: acabamos de perder mais uma rainha. Essas palavras deixou o guerreiro mais encurralado ainda e não teve como fugir e escolheu a melhor opção seguir junto com os noves na missão perigosa até encontrar um terreno para a construção de um novo lar.

Durante a caminhada eles se depararam com um tamanduá que não percebeu a presença deles porque se esconderam no tronco de uma arvore até o perigo passar depois desceram e continuaram vasculhando a procura do lugar ideal para eles. Foi quando eles viram uma grande multidão de formigas inimigas cada uma carregando uma folha e entrando no seu formigueiro quando a formiga que não queria vir viu aquilo tentou fugir, mas as outras não deixaram segurou-o e o chamou de covarde.

Com muito cuidado saíram daquele locam sem serem descobertos. Após encontrarem o local ideal para construir a nova colônia eles permaneceram escondidos por volta de uma semana observando a movimentação diária da proximidade onde será construído o formigueiro.

Durante esse período eles descobriram uma movimentação muito maior de onças do que de tamanduá e que o local escolhido não era uma divisão do território delas isso é excelente porque os tamanduás só enfrentam as onças quando estão encurralados do contrario eles fogem isso acaba ajudando as formigas. Local escolhido e analisado eles voltaram deixando nas suas pegadas feromônios para marcação de território e outras coisas para membros da mesma espécie.

Ao chegarem à colônia já havia sido reduzida pela metade após passarem o relatório para a rainha ela agiu o mais depressa possível e para evitar o calor e os predadores e por possuírem fotorreceptores nos olhos que lhes permitem enxergar no escuro assim elas começaram a mudança durante a noite. Além de que a comunicação por trilhas de feromônios é mais eficiente no escuro e com temperaturas mais baixas, pois as substâncias químicas duram mais. As operarias foram primeiro e iniciaram as escavações é um trabalho longo. Formigas cortadeiras são capazes de mover grandes quantidades de terra, e a escavação de túneis novos por operárias pode durar de 6 a 10 horas em um curto período de atividade intensa. O estabelecimento inicial de um formigueiro de cortadeiras, por exemplo, leva cerca de 60 a 90 dias. 

Cavaram uma pequena câmara inicial pra colocar a rainha recem-fecundada para iniciar a postura e a partir daí tiveram que trabalhar noite e dia até a estrutura física do formigueiro com os seus túneis ficasse completa juntamente com a sua organização social. Apesar de o tempo estar anunciando uma tempestade devido ao barulho dos trovões a rainha ordenou que escolhessem dez guerreiros para patrulhar o território próximo do formigueiro para que eles não fossem pego de surpresa sem mexer nos que faziam a segurança em volta do formigueiro. Quando um deles disse:

Os mesmos dez que encontraram esse local que nós estamos agora são os mais indicados por já conhecerem a região. A rainha concordou, mas o mesmo que não queria ir na primeira missão não quis fazer parte dessa patrulha. A rainha indignada disse: por que essa atitude covarde se você já conhece essa região? Foi quando um dos dez que fez parte da missão disse: é melhor que ele não vá porque quando ele viu as formigas cortadeiras nossos inimigos ele tentou fugir e nos abandonar só que a gente o segurou porque se ele fosse pego ia dar com a língua nos dentes e todos nós morreríamos.

Quando a rainha ouviu isso disse: um covarde! E aqui não precisamos dele levem ele para fora e execute-o antes que caia uma tempestade e voltem logo porque nós vamos precisar de todos aqui para nos ajudar no caso de entrar muita água. O prisioneiro tentou fugir, mas logo foi preso e conduzido para o local da execução longe do formigueiro. Durante o trajeto onde o grupo achava que deveria executá-lo.

Começou a chover forte o instinto de sobrevivência das formigas fizeram com que todas elas se unissem de mãos dadas se agarrando como podiam e mesmo assim foram arrastadas pela enxurrada emcima de um graveto até as margens do rio com forte correnteza devido ao volume da água da chuva. De repente aparece na frente deles um tamanduá e disse: meus pequenos amiguinhos que situação essa a de vocês debaixo de muita chuva agarrados num frágil graveto que não vai resistir por muito tempo e na sua frente um rio furioso e a cem metros daqui existe um cachoeira de cento e vinte metros de altura que cai justamente no território das suas inimigas as formigas cortadeiras.

 E agora meus amiguinhos o que vai ser de vocês? Eu tenho uma proposta pra vocês. As formigas perguntaram: que proposta? Eu vou estender a minha língua e vocês vão subir nela e tiro vocês dessa situação. Em troca de que você vai fazer isso?  Fiquem tranqüilas que eu não vou engolir vocês até porque eu preciso consumir de trinta a trinta e cinco mil formigas e cupins por dia e só vocês cinco eu não sentiria nada. Eu só quero tirar vocês daí e levar vocês em segurança até a sua casa e ainda deixo vocês entrar e avisar a sua rainha que eu salvei vocês e prometo ficar só um minuto nada mais do que isso.

Eles se olharam entre si e disseram: nunca jamais eu prefiro morrer e se atirou no rio mas o que foi taxado de covarde segurou ele a tempo de cair salvando a vida dele e disse: eu tenho um plano. Que plano! Não existe plano quando ele disse que ficaria um minuto é porque é o tempo que ele fica nos formigueiros para não acabar com tudo de uma vez para garantir que a colônia sobreviva para ele se alimentar novamente no futuro. Agora pense o que todos os sobreviventes iam fazer com a gente?

Levamos o tamanduá lá ele consome metade do formigueiro e inclusive a gente e mostramos a ele endereço da nossa colônia pra ele nos fazer uma visitinha de vez em quando me desculpe, mas eu prefiro a morte. Em seguida dois pularam de uma só vez e mais uma vez o que foi taxado de covarde salvou a vida dos dois e disse eu tenho um plano, por favor, me escutem. Nós vamos descer e deixar ele nos acompanhar até o formigueiro confie em mim. Foi quando o tamanduá se manifestou dizendo: como é que é vocês concordam ou não concordam com a minha oferta? Sim disseram eles. o tamanduá estendeu a sua língua pegajosa e recolheu as formigas do graveto em seguida colocou elas no chão e disse vamos estarei seguindo vocês até a sua casa. E saíram no meio da noite com clarões de relâmpagos ao som dos trovões da tempestade.

Durante a caminhada as formigas disseram para o que foi chamado de covarde: além de ser covarde você ainda será chamado de traidor assim como a gente você não deveria impedir a gente de morrer. Cale essa boca e continue me seguindo. Após caminharem por um bom tempo já estavam se aproximando do formigueiro e com certeza eles seriam vistos pela guarda de segurança da colônia.

Da pra imaginar o rebuliço que aconteceria na colônia quando os seguranças falassem pra rainha que os seus súditos estavam trazendo o tamanduá para destroçá-los a medida que se aproximavam os quatros seguranças começaram a chorar e tentaram fugir mas o tamanduá impediu e disse: pra que tentar fugir se eu estou levando vocês pra casa? Por favor, não me obrigue a engolir vocês antes da hora e começou a sorrir.

O colônia delas era camuflada por ervas daninhas e arvores não era fácil de ser encontrada e antes de chegar próximo do formigueiro o que foi chamado de covarde mudou a rota saiu da trilha da nova colônia e se dirigiu para o formigueiro abandonado foi quando as outras formigas entenderam o plano e olharam para o chamado de covarde e sorriram e disse: nos perdoe fomos precipitados quando lhe julgamos mal.

E agora como é que vai ser. Ele disse calma! Já estamos chegando faça tudo o que eu disser. Quando chegaram em frente ao formigueiro o que foi chamado de covarde disse: pronto chegamos agora nos deixe entrar e falar para nossa rainha e para todos que você nos salvou e nos trouxe em casa. O tamanduá aos risos disse:

fique a vontade e avise a todos que eu vou ficar só um minuto. Assim que eles entraram o que foi tratado de covarde disse: corram e se escondam porque vem ai um língua pegajoso para nos comer. Corram! Eles correram e se esconderam na câmara da rainha o lugar mais seguro do formigueiro.

E a língua pegajosa passava por cima deles, pelo lado, por trás mas não conseguia alcançá-lo foi então que subitamente um rugido de dor ecoou e subitamente a língua foi recolhida era o barulho de uma batalha que estava sendo travada fora do formigueiro passou algum tempo o barulho cessou e o silencio tomou conta do lugar aos poucos as formigas foram tomando coragem e saíram para olhar o que tinha acontecido não vendo nada na entrada do formigueiro saíram e ainda puderam ver o corpo do tamanduá sendo arrastado pela onça para o meio da mata.

 E agora aliviados colocaram o agora chamado de herói por ter salvado eles e toda a colônia nas costas e o carregaram até a presença da rainha que quando soube o que aconteceu mandou fazer uma festa com direito a um banquete para todos de gratidão pela coragem do seu súdito.

Em seguida ele foi entregue aos cuidados das operarias para alimentá-lo para o voo nupcial e reprodução onde rainhas e machos de diferentes colônias acasalam no ar. Após a fecundação o macho morre e a rainha perde as asas fundando um novo ninho sozinha e pondo ovos para criar sua primeira geração de operarias. E assim acabou a historia do herói que salvou a colônia ganhou de presente um voo nupcial fecundou uma princesa transformando-a numa rainha e morreu sem conhecer o filho.



terça-feira, 3 de março de 2026

A Guerra

 

O que virá com a alvorada

Nesses dias de conflito?

Porventura será a paz

Ou aumento dos atritos.

Ninguém pode nem dormir

Ouvindo tantos estampidos.

Alguns próximos outros distantes

Ninguém está livre do perigo.

E aqueles que a viram hoje poderão

Não vê-la no dia seguinte.




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Ganância

Homens infames e gananciosos

Buscam tesouros a qualquer custo.

Fama e poder e mil holofotes

Ego inflado do eu absoluto.

Estatuas e honras e veneração e

Constancia nos meios de comunicação.

Arrogante e soberbo por predileção

E não aceita critica só aprovação.


Não te fatigues para enriqueceres; e não apliques nisso a tua sabedoria. Porventura fixarás os teus olhos naquilo que não é nada? Porque certamente criará asas e voará ao céu como a águia.  Pv 23.4-5

 


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Espinhos

Sou conhecido não só aqui onde

Eu nasci sair não posso e se

For lá vão me encontrar.

 

Eu colho os frutos da semente

Que plantei, pois num pé de

Espinheiro ninguém vê rosa crescer.

 

Eu dou guarida a quem me ouve

E me escuta e uma rede sob as

Arvores pra relaxar.

 

Na minha sombra você bebe água

Fresquinha e as suas contas quito

Todinha pode dormir e descansar.

 

Mas mesmo assim algumas

Arvores não entenderam e se

Afastaram com medo

De se machucar.

 

Mas meu espinho só atinge os

Que são contra os que são iguais

A mim vou proteger e resguardar.

 

Alguns lugares eu posso até

Me esconder quem sabe um

Dia eu possa até morar por lá

 

Mas apesar deles serem

Iguais a mim eu prefiro

Morar aqui que é bem

Melhor do que por lá.

 


 







 


Quem pratica a fraude não habitará no meu santuário; o mentiroso não permanecerá na minha presença.   Sl 101:7

O Naufrago

 

Uma caravela perdeu o controle quando foi

Surpreendida em alto mar por uma tempestade

Que a arremessou contra alguns rochedos

Inabaláveis tão forte quanto às pirâmides

Do Egito construídas por Quéops, Quéfren e

Miquerinos próximo a uma ilha desconhecida

Numa noite pra jamais ser esquecida.

 

Homens foram arremessados ao mar e

Engolidos pela fúria titânica infalível e nem os

Botes salva vida foram poupados juntos

Com os que neles tentaram fugir.

 

Cadáveres boiando nas águas 

Em meio aos destroços do navio

Gritos de socorro eram abafados

Pelo barulho das ondas que o engoliram

Numa noite fria de tempestade em

Meio a raios e trovões aterradores.

 

Mas um dos que lá estava conseguiu se

Salvar se atracando com força em um

Enorme barril que foi jogado pra fora do mar

Por ondas impetuosas que o agredia

Do mesmo jeito que Jonas também foi

Jogado só que pelo grande peixe que o engoliu

 

Cansado de ser sacolejado pra lá e pra

Cá de todas as formas e sentidos

O homem se arrastou pela areia da praia

Tão fragilizado que acabou dormindo.

 

A noite se recolheu e deu o seu lugar

Ao sol que logo anunciou um novo dia

E a tempestade se calou como se tivesse

Ouvido a voz de Jesus Cristo e a bonança

Se estabeleceu e o lugar se transformou

Num paraíso.

 

Quando o homem acordou viu em

Sua volta os corpos de alguns

Dos tripulantes do navio com

Fome e com sede e desanimado

Ele tinha na sua frente outro desafio

Uma floresta nociva e impenetrável

Nunca antes explorada com todos

Os seus perigos.



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

O Fim do Rato

 

O rato tem um inimigo clássico

Seu arqui-inimigo o gato que

Se porta como se fosse dono

E xerife do pedaço e é

Tido como cão de guarda

Pra caçar e eliminar os ratos.

 

O queijo fica na geladeira

Não tem como acessá-lo

A pia fica limpinha o fogão

É bem tratado e o chão

Ta sempre varrido e não

Há sobra e nem migalhas.

 

Nessa casa existe lei e não

Aceita malandragem vou

Voltar para o submundo

Os esgotos da cidade antes

Que eu seja enquadrado

Como infrator e invasor de casa

Ou então seja consumido

Pelo valente e vigilante gato.



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Engodo

 

Quanta falta de percepção da vida futura

Quanto contentamento com essa vida esgotável

Que escolhe a porta do vale tudo em busca

De uma satisfação inesgotável.

 

O engodo é a isca que atrai o peixe que

Não enxerga o anzol que está camuflado

E ele avança como um gnu pra matar a sede

Sem perceber o predador na beira da margem.

 

A propaganda por só visar os seus interesses

Ela transforma qualquer coisa em algo desejável

Mesmo que seja proibido o ano inteiro

Ela libera por três dias para atrair a massa.

Não importa as consequências que vão sobrevir

O importante é encher o circo e alimentar a farra.