quarta-feira, 27 de maio de 2026

Dalila

 

Ela chegou de mansinho

Vinda do vale do Soreque

E a sua beleza facilitou

Seu acesso a corte filisteia

Que ao vê-la logo a convidou

Para uma missão maquiavélica. 

 

Dalila logo se corrompeu

Diante da proposta e da oferta

Para seduzir o hebreu Sansão

Que só gostava das mulheres

Filisteia o juiz da tribo de Dã

Não resistiu aos encantos da

Dama da noite do vale do Soreque.

 

Sansão negou três vezes a

Verdade, mas cedeu ao engodo

Da beleza e da sedução que fez o

Forte se dobrar a sua doçura dormir

Nos seus joelhos e abrir o seu coração.

 

Dalila cortou as suas tranças

Recebeu a sua recompensa por

Vencer o herói hebreu da tribo de Dá

Que arrancou o portão de Gaza

Feriu mil homens filisteus

E aniquilou com um leão.


Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te deixes prender pelos seus olhos.  Pv 6:25



terça-feira, 12 de maio de 2026

O Mendigo e o Cãozinho

 

Perdido e assustado surgiu um cãozinho

No meio do transito de uma grande cidade,

Por entre freadas e escapando por um fio

Quase que morreu sendo atropelado,

Desorientado com fome e correndo perigo,

Entrou em um beco próximo de onde estava.

E num bueiro quebrado fez dele o seu ninho

E ficou observando o vai e vem da cidade.

 

No inicio da noite do mesmo dia o cãozinho

Se arriscou em busca de um prato,

Esgueirando-se entre as mesas andando de

Fininho, foi em busca de sobras e pequenas

Migalhas, mas certos indivíduos assim que o

Viram o expulsaram sem pena sem dó e

Piedade.

 

Ele correu e se escondeu no mesmo

Cantinho tremendo de medo e traumatizado,

E naquela mesma noite a chuva caiu

E encheu o bueiro onde ele estava

Começou a latir tremendo de frio, mas

Ninguém deu ouvido e o desprezaram.

 

Mas um mendigo o ergueu com muito

Carinho e o levou pra marquise onde ele

Morava dividiu o que tinha e dividiu seu

Cantinho dando atenção e carinho que o

Cãozinho precisava o cãozinho sorriu

Balançando o rabinho muito alegre

Contente e aliviado.





quinta-feira, 23 de abril de 2026

Onipresente

O sol é um astro do dia

Mas não é onipresente

O fuso horário o impossibilita

De todos o verem ao mesmo

Tempo só Jesus é o grande

Astro além de ser onipresente

Por isso no dia em que Ele

Voltar todo o olho o verá.

 

Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso. Ap 1.8




Brevidade

O sol nasce e se põe todos

Os dias contabilizando

O tempo da nossa estadia.

 

Quantas estações o sol já

Viu florescer? Quantas

Gerações se foram

Que ele viu nascer?

 

As estações são ciclos que

Sempre retornam as gerações

Se multiplicam e evaporam como

Uma neblina que morre quando

O nasce o sol anunciando

Que chegou um novo dia. 



sexta-feira, 17 de abril de 2026

Pó da Terra

 

Podemos ser surpreendido

Porque o inesperado pode acontecer

E em uma fração de segundos a

Finitude interrompe o nosso viver

Somos como a neblina que se dissipa

Como a erva do campo que o vento elimina

Assim são as pretensões do dia a dia

Os desejos os planos e os objetivos

Pois não há garantia que se concretizem

Porque sem o sopro da vida retornamos a origem.



domingo, 12 de abril de 2026

O Relâmpago

O relâmpago já saiu do oriente

E está por um fio do ocidente

E os mortos continuam sepultando

Os seus mortos sem nenhum

Entendimento mesmo que chova

Ou que faça sol eles não abrem

Mão do entretenimento focado nos

Cuidados da vida eles veem e não

Enxergam ouvem e não compreendem

E nem ao menos podem se lembrar

De que Cristo muito em breve voltará.

 

Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem.   Mt 24.27



sexta-feira, 3 de abril de 2026

Urgência

Os últimos dias com o

Tempo contado a noite

Virá sem ao menos avisar.

As ovelhas perdidas aos

Montes caminham

Em busca de pastos

Que não vão encontrar.

 

Um mundo nefasto

E sem entendimento

Pode por ventura

Alguém ensinar? Mas

Os que nele creem cairá

Na ruína e no porão

Da amargura vão pra

Sempre morar.

 

É preciso agir como diz

A palavra fazer novos

Discípulos e ao mundo

Ensinar antes que o sol

Decline no belo poente

E o manto noturno

Tome o seu lugar.

 

 

E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação do mundo. Amém.   Mt 28.18-20