O formigueiro está sendo atacado
de uma forma em que as formigas não podem revidar por um predador inconsciente
sem percepção do mal que ele está causando a minúscula sociedade que é dividida
em castas organizada em torno da sua rainha que passa a vida colocando ovos que
darão origem aos seus novos súditos. As
operarias já não sabem o que fazer com essa situação porque são elas que cuidam
da manutenção, da alimentação, da segurança, da construção do formigueiro, do
cuidado da prole e da limpeza.
As formigas se defendem injetando
acido fórmico no inimigo, mas como elas fariam isso com um predador que não se
aproxima do formigueiro quando marca o seu território urinando a distancia em
todas elas? O odor horrível tem descido pelas vias do formigueiro estragando
toda a alimentação e matando as larvas.
Foi quando a rainha delas disse:
Temos que sair daqui e construir outro formigueiro longe dessa onça porque ela
marcou o seu território a partir do nosso formigueiro e desse jeito não vamos
sobreviver com esse odor horrível e com a perda das larvas que seriam os novos
súditos e sendo assim ele não crescerá e precisamos ter um exercito grande e
forte para resistir às adversidades e enfrentar os adversários que por ventura
queiram invadir o nosso território.
Vamos enviar um regimento com dez
guerreiros da nossa segurança para procurar um local seguro para construirmos
outro formigueiro o mais rápido possível. Mas lembrem-se! Disse a rainha: lá
fora o nosso maior inimigo não é a onça essa nem sequer nos vê. O nosso maior
problema é o tamanduá. Vocês vão ter que passar alguns dias no local que vocês acharem
pra ver se ele é ideal para a construção do formigueiro e observar a
regularidade que os tamanduás e outros predadores passam por lá e que tenha
condições de evitar a entrada da água da chuva em excesso.
Entenderam? Sim disseram eles. Após escolherem
os dez guerreiros para a missão um dos escolhidos disse: Não quero ir! As
operarias disseram: por que não? Porque eu prefiro enfrentar o tamanduá aqui no
formigueiro do que lá fora. A rainha ouvido aquilo disse: você não tem escolha
vai ter que ir ou então você vai morrer antes da noite de núpcias com uma das
nossas rainhas até porque você vai morrer do mesmo jeito.
Então tu escolhes: morrer depois
da noite de núpcias ou morrer antes dela? Enquanto eles conversavam sobre a
missão foram interrompidos por uma operaria que disse: acabamos de perder mais
uma rainha. Essas palavras deixou o guerreiro mais encurralado ainda e não teve
como fugir e escolheu a melhor opção seguir junto com os noves na missão
perigosa até encontrar um terreno para a construção de um novo lar.
Durante a caminhada eles se
depararam com um tamanduá que não percebeu a presença deles porque se
esconderam no tronco de uma arvore até o perigo passar depois desceram e
continuaram vasculhando a procura do lugar ideal para eles. Foi quando eles viram
uma grande multidão de formigas inimigas cada uma carregando uma folha e
entrando no seu formigueiro quando a formiga que não queria vir viu aquilo
tentou fugir, mas as outras não deixaram segurou-o e o chamou de covarde.
Com muito cuidado saíram daquele
locam sem serem descobertos. Após encontrarem o local ideal para construir a
nova colônia eles permaneceram escondidos por volta de uma semana observando a
movimentação diária da proximidade onde será construído o formigueiro.
Durante esse período eles
descobriram uma movimentação muito maior de onças do que de tamanduá e que o
local escolhido não era uma divisão do território delas isso é excelente porque
os tamanduás só enfrentam as onças quando estão encurralados do contrario eles
fogem isso acaba ajudando as formigas. Local escolhido e analisado eles
voltaram deixando nas suas pegadas feromônios para marcação de território e
outras coisas para membros da mesma espécie.
Ao chegarem à colônia já havia
sido reduzida pela metade após passarem o relatório para a rainha ela agiu o
mais depressa possível e para evitar o calor e os predadores e por possuírem
fotorreceptores nos olhos que lhes permitem enxergar no escuro assim elas
começaram a mudança durante a noite. Além de que a comunicação por trilhas de
feromônios é mais eficiente no escuro e com temperaturas mais baixas, pois as
substâncias químicas duram mais. As operarias foram primeiro e iniciaram as
escavações é um trabalho longo. Formigas cortadeiras são capazes de mover
grandes quantidades de terra, e a escavação de túneis novos por operárias pode
durar de 6 a 10 horas em um curto período de atividade intensa. O
estabelecimento inicial de um formigueiro de cortadeiras, por exemplo,
leva cerca de 60 a 90 dias.
Cavaram uma pequena câmara
inicial pra colocar a rainha recem-fecundada para iniciar a postura e a partir
daí tiveram que trabalhar noite e dia até a estrutura física do formigueiro com
os seus túneis ficasse completa juntamente com a sua organização social. Apesar
de o tempo estar anunciando uma tempestade devido ao barulho dos trovões a
rainha ordenou que escolhessem dez guerreiros para patrulhar o território
próximo do formigueiro para que eles não fossem pego de surpresa sem mexer nos
que faziam a segurança em volta do formigueiro. Quando um deles disse:
Os mesmos dez que encontraram
esse local que nós estamos agora são os mais indicados por já conhecerem a
região. A rainha concordou, mas o mesmo que não queria ir na primeira missão
não quis fazer parte dessa patrulha. A rainha indignada disse: por que essa
atitude covarde se você já conhece essa região? Foi quando um dos dez que fez
parte da missão disse: é melhor que ele não vá porque quando ele viu as
formigas cortadeiras nossos inimigos ele tentou fugir e nos abandonar só que a
gente o segurou porque se ele fosse pego ia dar com a língua nos dentes e todos
nós morreríamos.
Quando a rainha ouviu isso disse:
um covarde! E aqui não precisamos dele levem ele para fora e execute-o antes
que caia uma tempestade e voltem logo porque nós vamos precisar de todos aqui
para nos ajudar no caso de entrar muita água. O prisioneiro tentou fugir, mas
logo foi preso e conduzido para o local da execução longe do formigueiro.
Durante o trajeto onde o grupo achava que deveria executá-lo.
Começou a chover forte o instinto
de sobrevivência das formigas fizeram com que todas elas se unissem de mãos
dadas se agarrando como podiam e mesmo assim foram arrastadas pela enxurrada
emcima de um graveto até as margens do rio com forte correnteza devido ao
volume da água da chuva. De repente aparece na frente deles um tamanduá e
disse: meus pequenos amiguinhos que situação essa a de vocês debaixo de muita
chuva agarrados num frágil graveto que não vai resistir por muito tempo e na
sua frente um rio furioso e a cem metros daqui existe um cachoeira de cento e
vinte metros de altura que cai justamente no território das suas inimigas as
formigas cortadeiras.
E agora meus amiguinhos o que vai ser de
vocês? Eu tenho uma proposta pra vocês. As formigas perguntaram: que proposta?
Eu vou estender a minha língua e vocês vão subir nela e tiro vocês dessa
situação. Em troca de que você vai fazer isso? Fiquem tranqüilas que eu não vou engolir vocês
até porque eu preciso consumir de trinta a trinta e cinco mil formigas e cupins
por dia e só vocês cinco eu não sentiria nada. Eu só quero tirar vocês daí e
levar vocês em segurança até a sua casa e ainda deixo vocês entrar e avisar a
sua rainha que eu salvei vocês e prometo ficar só um minuto nada mais do que
isso.
Eles se olharam entre si e disseram:
nunca jamais eu prefiro morrer e se atirou no rio mas o que foi taxado de
covarde segurou ele a tempo de cair salvando a vida dele e disse: eu tenho um
plano. Que plano! Não existe plano quando ele disse que ficaria um minuto é
porque é o tempo que ele fica nos formigueiros para não acabar com tudo de uma
vez para garantir que a colônia sobreviva para ele se alimentar novamente no
futuro. Agora pense o que todos os sobreviventes iam fazer com a gente?
Levamos o tamanduá lá ele consome
metade do formigueiro e inclusive a gente e mostramos a ele endereço da nossa
colônia pra ele nos fazer uma visitinha de vez em quando me desculpe, mas eu
prefiro a morte. Em seguida dois pularam de uma só vez e mais uma vez o que foi
taxado de covarde salvou a vida dos dois e disse eu tenho um plano, por favor,
me escutem. Nós vamos descer e deixar ele nos acompanhar até o formigueiro
confie em mim. Foi quando o tamanduá se manifestou dizendo: como é que é vocês concordam
ou não concordam com a minha oferta? Sim disseram eles. o tamanduá estendeu a
sua língua pegajosa e recolheu as formigas do graveto em seguida colocou elas
no chão e disse vamos estarei seguindo vocês até a sua casa. E saíram no meio
da noite com clarões de relâmpagos ao som dos trovões da tempestade.
Durante a caminhada as formigas
disseram para o que foi chamado de covarde: além de ser covarde você ainda será
chamado de traidor assim como a gente você não deveria impedir a gente de
morrer. Cale essa boca e continue me seguindo. Após caminharem por um bom tempo
já estavam se aproximando do formigueiro e com certeza eles seriam vistos pela
guarda de segurança da colônia.
Da pra imaginar o rebuliço que
aconteceria na colônia quando os seguranças falassem pra rainha que os seus
súditos estavam trazendo o tamanduá para destroçá-los a medida que se
aproximavam os quatros seguranças começaram a chorar e tentaram fugir mas o
tamanduá impediu e disse: pra que tentar fugir se eu estou levando vocês pra
casa? Por favor, não me obrigue a engolir vocês antes da hora e começou a
sorrir.
O colônia delas era camuflada por
ervas daninhas e arvores não era fácil de ser encontrada e antes de chegar
próximo do formigueiro o que foi chamado de covarde mudou a rota saiu da trilha
da nova colônia e se dirigiu para o formigueiro abandonado foi quando as outras
formigas entenderam o plano e olharam para o chamado de covarde e sorriram e
disse: nos perdoe fomos precipitados quando lhe julgamos mal.
E agora como é que vai ser. Ele disse
calma! Já estamos chegando faça tudo o que eu disser. Quando chegaram em frente
ao formigueiro o que foi chamado de covarde disse: pronto chegamos agora nos
deixe entrar e falar para nossa rainha e para todos que você nos salvou e nos
trouxe em casa. O tamanduá aos risos disse:
fique a vontade e avise a todos
que eu vou ficar só um minuto. Assim que eles entraram o que foi tratado de
covarde disse: corram e se escondam porque vem ai um língua pegajoso para nos
comer. Corram! Eles correram e se esconderam na câmara da rainha o lugar mais
seguro do formigueiro.
E a língua pegajosa passava por
cima deles, pelo lado, por trás mas não conseguia alcançá-lo foi então que
subitamente um rugido de dor ecoou e subitamente a língua foi recolhida era o
barulho de uma batalha que estava sendo travada fora do formigueiro passou
algum tempo o barulho cessou e o silencio tomou conta do lugar aos poucos as
formigas foram tomando coragem e saíram para olhar o que tinha acontecido não
vendo nada na entrada do formigueiro saíram e ainda puderam ver o corpo do
tamanduá sendo arrastado pela onça para o meio da mata.
E agora aliviados colocaram o agora chamado de
herói por ter salvado eles e toda a colônia nas costas e o carregaram até a
presença da rainha que quando soube o que aconteceu mandou fazer uma festa com
direito a um banquete para todos de gratidão pela coragem do seu súdito.
Em seguida ele foi entregue aos
cuidados das operarias para alimentá-lo para o voo nupcial e reprodução onde
rainhas e machos de diferentes colônias acasalam no ar. Após a fecundação o
macho morre e a rainha perde as asas fundando um novo ninho sozinha e pondo
ovos para criar sua primeira geração de operarias. E assim acabou a historia do
herói que salvou a colônia ganhou de presente um voo nupcial fecundou uma
princesa transformando-a numa rainha e morreu sem conhecer o filho.